
No quadro das iniciativas do Projeto “Construção de Capacidades para a Recuperação Resiliente – fase II, que foi assinado no passado mês de novembro, o Ministério da Administração Interna, através do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), em parceria do PNUD e com o suporte da Cooperação Luxemburguesa, realizou hoje, 7 de dezembro, a Jornada Nacional de Reflexão sobre a Redução de Riscos de Desastres.
Este evento que teve como objetivo reforçar as estruturas e mecanismos institucionais para a gestão e coordenação da política e programas de redução de riscos e a sua integração no desenvolvimento nacional e local, reuniu representantes de diferentes instituições.
Na ocasião, fez-se a entrega oficial o dossier como resultado do estudo piloto de Avaliação Detalhada de Riscos Urbanos aos representantes das câmaras municipais dos municípios alvos do estudo, sendo Praia, Mosteiros e Ribeira Brava.
As autoridades estiveram na manhã de hoje (20 de novembro de 2018) a fazer uma "avaliação no terreno" sobre as condições de segurança para o resgate das vítimas do deslizamento de terras para uma pedreira, em Borba, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
A fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou que o objetivo é "haver condições de segurança" para a realização das operações de resgate das vítimas.
Fontes das GNR e dos bombeiros adiantaram também à Lusa que, durante a madrugada de hoje, se registaram novos deslizamentos de terras no local, por os terrenos estarem "instáveis".
As operações envolviam, cerca das 10:00 de hoje (hora local), 47 operacionais e 24 viaturas, entre bombeiros, Força Especial de Bombeiros (FEB), serviço Municipal de Proteção Civil, GNR, Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Exército e Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
O deslizamento de terras da estrada que ruiu para uma pedreira, na tarde de segunda-feira, provocou, pelo menos, dois mortos, segundo o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora, José Ribeiro.
Trata-se, segundo o responsável, de dois operários da empresa que explora a pedreira.
"Ocorreu o deslizamento de um grande volume de terra" na antiga estrada nacional 255, que provocou "a deslocação de uma quantidade muito significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra para o interior de uma pedreira", relatou o CODIS de Évora, indicando o alerta foi dado às 15:45 de segunda-feira.
Em consequência do deslizamento de terras, "houve dois operários da empresa que explora aquela pedreira que foram arrastados", sendo estas as duas vítimas mortais que é possível confirmar.
As equipas de socorro estabeleceram, ainda na segunda-feira, contacto visual com uma retroescavadora e uma das vítimas arrastadas para o interior da pedreira.
O aluimento de um troço da estrada 255, no percurso entre Borba e Vila Viçosa, provocou também a queda de dois veículos civis, um ligeiro e uma carrinha de caixa aberta, para dentro da pedreira, "com 50 metros de profundidade".
Um novo balanço das autoridades norte-americanas elevou de 11 para 25 o número de mortos na Califórnia na sequência dos incêndios que atingem o sul e o norte daquele estado dos Estados Unidos.
As equipas de resgate encontraram no sábado (10 de novembro de 2018) mais 14 cadáveres em Paradise, no interior de habitações e de viaturas, informou em conferência de imprensa o xerife do condado de Butte, Korey Honea.
Dos 25 mortos na Califórnia, 23 foram descobertos em Paradise (onde arderam mais de seis mil habitações), os outros dois na cidade de Malibu.
Segundo Honea, o incêndio tornou-se no terceiro mais mortal da Califórnia desde que existem registos – o número de mortes ultrapassa o de um incêndio em 2017 que devastou a cidade de Santa Rosa.
Uma quinta equipa ligada às operações de buscas já se encontra no local para procurar restos mortais, informou o xerife, que sublinhou ainda o facto de se encontrarem 110 pessoas desaparecidas até neste momento.
Em alguns casos, os investigadores só conseguiram recuperar ossos e fragmentos ósseos, adiantou, encorajando os membros da família dos desaparecidos a enviarem amostras de ADN para que estas possam ser comparadas com os restos mortais recuperados.
Korey Honea dissera na sexta-feira que sete pessoas tinham sido encontradas carbonizadas dentro dos seus carros, uma próxima da sua viatura e uma outra no interior de uma habitação.
Já os dois corpos em Malibu foram encontrados numa zona pouco povoada da estrada Mulholland, segundo a polícia de Los Angeles.
Os serviços de resgate brasileiros localizaram os corpos de quatro pessoas, elevando para 14 o número de mortes devido ao deslizamento de terras ocorrido no estado do Rio de Janeiro, informaram este domingo (11 de novembro de 2018), os bombeiros. Depois de mais de 24 horas de buscas, os corpos de três mulheres jovens e uma mulher idosa foram encontrados no Morro da Boa Esperança, em Niterói, zona afetada pelas fortes chuvas nos últimos dias no estado do Rio de Janeiro.
Após a descoberta dos corpos das quatro mulheres, os bombeiros terminaram a busca por sobreviventes, embora continuem com os trabalhos de remoção de detritos, enquanto a proteção civil mantém o estado de alerta para o risco de novos deslizamentos de terras. Entre os 14 mortos, há três crianças e três mulheres idosas.
As autoridades de socorro resgataram onze pessoas com vida, que se encontram internadas em hospitais da região, incluindo três crianças, uma delas gravemente ferida. O deslizamento ocorreu quando, após as chuvas intensas, parte do topo do Morro da Boa Esperança desabou e enterrou pelo menos seis casas.
Fonte: https://observador.pt/2018/11/11/14-mortos-em-deslizamento-de-terra-no-rio-de-janeiro/
O Governo aprovou em Conselho de Ministros o projeto de Decreto-lei que cria o Fundo de Emergência, orçado em 150 mil contos para dar uma resposta consistente aos fenómenos naturais que têm abalado o país nos últimos anos.
Em conferência de imprensa, hoje (30 de outubro de 2018), o porta-voz do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, avançou que o fundo será um mecanismo financeiro de preparação para as emergências em Cabo Verde, país arquipelágico, vulcânico e vulnerável que, além das mudanças climáticas, ao longo da sua história tem lidado com períodos de seca, algumas inundações e erupções vulcânicas.
“A criação deste fundo de emergência nacional é fundamental e estrutural para que Cabo Verde possa dar uma resposta consistente aos fenómenos naturais que têm abalado o nosso país nos últimos anos. E como sabem com as alterações climáticas as chuvas e a seca estão a transformar-se em fenómenos que o nosso país não está a aguentar”, explicou o ministro.
Segundo o governante, constituem receitas do fundo 0,5 por cento (%) das receitas tributárias não consignadas do ano anterior a que se refere o orçamento. Com isso, em 2019 o Fundo Nacional de Emergência terá um orçamento base de 150 mil contos, valor esse extraído das receitas tributárias não consignadas do Orçamento de 2018.
Se não houver necessidade de usar o fundo, o montante poderá acumular-se anualmente e poderá ser sujeito a aplicações financeiras. Também são receitas do fundo rendimentos provenientes de comparticipações das entidades privadas e públicas e comparticipações de entidades internacionais, ajuntou o governante.
“O fundo pode aplicar as suas receitas, participar no mercado secundário da dívida pública, participar no mercado interbancário quando devidamente autorizado pelo banco central e conceder apoio e auxílios a pessoas e entidades elegíveis,” acrescentou Fernando Elísio Freire, para quem a condição para o acesso ao fundo é a declaração de situação de alerta nos termos da lei que estabelece as bases reais da protecção civil e no diploma que regula a declaração de calamidade pública.
As entidades elegíveis são os serviços da Administração Interna, os serviços da administração directa e indirecta do Estado e ainda os municípios.
O Fundo Nacional de Emergência(MF) terá um gestor executivo e terá dois vogais não executivos sob a responsabilidade do Ministério das Finanças e do Ministério da Administração Interna(MAI). O MF ocupar-se-á das questões financeiras, administrativas e patrimoniais e o MAI com as questões técnicas da protecção civil.
Fonte: http://www.inforpress.publ.cv/governo-cria-fundo-nacional-de-emergencia-a-volta-de-150-mil-contos/