
O mau tempo que atinge Itália desde domingo (28 de outubro de 2018), já fez 10 mortos, causou o encerramento de muitas escolas e provocou inundações em Veneza, onde o nível da água atingiu valores históricos. Uma grande parte de Itália está em estado de alerta devido à confluência de ventos violentos, chuvas torrenciais e marés vivas.
Em Veneza, a Praça de São Marcos teve mesmo de ser evacuada na segunda-feira depois de a “acqua alta” (“água alta”, em tradução livre) ter atingido um pico de 156 centímetros — um nível para o qual os passadiços de madeira habitualmente dispostos para permitir circular a seco em caso de inundação já não são seguros.
Na praça de São Marcos, as pessoas tiveram de percorrer as ruas esta segunda-feira, em alguns casos, com as crianças às cavalitas e com parte do corpo submerso. O nível das cheias deixou mais de 70 por cento do centro histórico de Veneza debaixo de água. Apesar de um ligeiro abrandamento durante a tarde, os ferries que fazem o transporte público na cidade tiverem mesmo de ser suspensos.
No domingo, a inundação tinha obrigado a cidade a alterar o trajeto da maratona, uma parte da qual acabou na mesma por ser percorrida com os pés na água.
É a sexta vez na história recente da cidade que a “acqua alta” ultrapassa os 150 centímetros: ela atingiu 151 centímetros em 1951, 166 em 1979, 159 em 1986, 156 em 2008 e um recorde de 194 centímetros em novembro de 1966.
Além de Veneza, quase toda a Itália está em alerta: vermelho no norte (Ligúria, Lombardia, Vêneto, Friul-Veneza Júlia, Trentino) e nos Abruzos (centros), laranja em boa parte do resto da península e na Sicília.
Todas as escolas de Vêneto foram encerradas, tal como as de Roma, Génova (noroeste), Messina (Sicília) e de muitas cidades do Piemonte e da Toscânia.
Algumas zonas montanhosas do norte de Vêneto já ultrapassaram os 400 milímetros de chuva acumulada desde sábado, e os serviços meteorológicos preveem mais chuva forte.
“Estamos preocupados, porque a situação é análoga, ou talvez pior, àquela que Vêneto viveu [nas grandes inundações] de 1966 e 2010. Os terrenos já estão saturados de água, os rios têm um caudal elevado e, por causa do siroco (vento quente, muito seco, que sopra do deserto do Saara), o mar não absorve”, comentou Luca Zaia, presidente da região de Vêneto.
No sul, um tornado atravessou a província de Brindisi no domingo, devastando os campos, arrancando pela raiz oliveiras jovens ou centenárias e cobrindo a zona com azeitonas arrancadas pelo vento.
As equipas de socorro indonésias voltaram a encontrar restos mortais no local onde se despenhou na segunda-feira (29 de outubro de 2018) o avião da Lion Air que transportava 189 a bordo.
O Boeing 737 MAX 8 ao serviço da companhia indonésia de baixo custo Lion Air desapareceu dos radares 12 minutos depois de ter descolado do aeroporto de Jacarta em direção a Sumatra tendo-se despenhado no mar, ao largo de Java com 189 pessoas a bordo.
De acordo com as autoridades a última mensagem do voo JT 610 foi um pedido para regressar ao aeroporto da capital indonésia.
Na segunda-feira, responsáveis pelas equipas de socorro afirmavam que "provavelmente" não há sobreviventes.
De acordo com a televisão indonésia Metro TV, dez sacos mortuários foram enviados para Jacarta onde vão ser realizados testes de ADN para que seja estabelecida a identidade dos restos mortais encontrados no mar, até ao momento.
As duas caixas negras do aparelho ainda não foram encontradas pelos mergulhadores das equipas de resgate, sendo que ainda não foi possível apurar a causa do acidente.
O avião devia fazer a ligação entre Jacarta e Pangkal Pingang (Sumatra), um ponto de trânsito para turistas que tradicionalmente se deslocam depois para as praias de Belitung.
De acordo com a Lion Air, o Boeing estava ao serviço da empresa de viagens de baixo custo desde o passado mês de agosto.
O piloto e o copiloto tinham, em conjunto, 11 mil horas de voo e tinham feito recentemente testes médicos e análises de despistagem de drogas.
Edward Sirait, patrão da Lion Air, reconheceu na segunda-feira que a companhia procedeu a reparações no avião, em Bali, antes do último voo, mas não especificou a natureza da intervenção acrescentando que se tratou de "um procedimento normal".
Segundo a BBC, que teve acesso ao relatório técnico do voo entre Bali e Jacarta, efetuado no passado domingo, refere que se verificava uma "falha de fiabilidade" num instrumento de medida de velocidade e divergências nas medidas de altitude entre os aparelhos do piloto e do copiloto.
A companhia Lion Air ainda não comentou a notícia da televisão britânica, apesar dos pedidos de esclarecimento.
A empresa construtura Boieng difundiu um comunicado em que afirma "um pesar profundo" e anunciou que está disposta a fornecer assistência técnica no quadro do inquérito sobre o acidente.
O fabricante norte-americano suspendeu a produção de 737 MAX no ano passado logo após a comercialização dos aparelhos evocando problemas nos motores.
A Lion Air é a principal companhia de baixo custo da indonésia e tinha anunciado em 2017 a compra de 50 Boeing 737 MAX.
Duas pessoas morreram e cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas devido a um forte ciclone que atingiu esta quinta-feira (11 de outubro de 2018) o leste da Índia e que causou danos em várias casas, quedas de árvores e postes de eletricidade.
O ministro do Trabalho de Andhra Pradesh, Kinjarapu Acchan Naidu, adiantou que uma mulher morreu após ser atingida por uma árvore.
Um homem morreu quando a casa onde vivia desabou no distrito de Srikakulam na sequência das fortes chuvas, de acordo com o ministro.
Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, a tempestade ciclónica chamada Titli, ou Butterfly, com ventos de 150 quilómetros por hora, causou chuvas fortes nos distritos costeiros a leste de Orissa e algumas zonas do estado vizinho Andhra Pradesh.
As escolas foram fechadas e as viagens aéreas e ferroviárias foram reduzidas. As autoridades também instalaram mais de 800 abrigos que reabasteceram com alimentos.
Várias cidades e aldeias do distrito de Gajapati estão sem eletricidade e ligações telefónicas e algumas estradas estão bloqueadas.
As fortes chuvas também atingiram o distrito de Srikakulam, no estado de Andhra Pradesh, na fronteira com Orissa, afetando a circulação ferroviária.
O ciclone deve enfraquecer gradualmente ainda hoje e passar a depressão na sexta-feira, informou o Departamento de Meteorologia da Índia em comunicado.
O estado de Orissa é propenso a ciclones, que se desenvolvem na Baía de Bengala. Em 1999, um ciclone devastador matou mais de 15.000 pessoas.
Assinala-se no próximo sábado 13 de outubro, o Dia Internacional para Redução de Desastres.
O Dia Internacional para a Redução de Desastres foi instituído pelas Nações Unidas, em 1989, com o propósito de sensibilizar governos, organizações e cidadãos de todo o mundo, para a necessidade de desenvolverem ações que contribuam para prevenir riscos e reduzir vulnerabilidades, aumentando a resiliência das comunidades e a capacidade de antecipação e resposta face à ocorrência de acidente graves ou catástrofes.
A efeméride originalmente celebrada na segunda quarta-feira de outubro, por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a partir de 2009 passou a ser celebrado anualmente a 13 de outubro.
Desde a sua criação, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres tem ganhado cada vez mais importância, para se tornar um evento central de sensibilização ao nível mundial, celebrado de diversas maneiras a fim de encorajar os esforços destinados a reforçar a resiliência das coletividades e das nações diante dos desastres.
Sob o lema “Reduzindo as perdas económicas por desastres”, a celebração este ano (2018), será focado na Meta C do Quadro de Sendai, reduzindo as perdas económicas de desastres em relação ao PIB global até 2030, alinhando a Campanha “Sendai – Sete” lançada pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (UNISDR), para promover cada um dos sete objetivos do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030 adotada em Sendai, no Japão, em março de 2015.
O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) tendo como uma das primordiais ações, a educação e a sensibilização das populações para a prevenção, e de como agir em situações de perigos e riscos de desastres, tem na agenda um leque de atividades que iniciou com a formação/reciclagem dos bombeiros voluntários de São Domingos em “Primeiros socorros” e “Combate a incêndio” no início da semana e formação em “Salvamento em grande ângulo” a decorrer até sexta feira 12, incluindo os bombeiros das outras corporações dos municípios de Santiago.
O ato central das comemorações está agendado para Sábado dia 13 de outubro no município de São Domingos, com realização de palestras, exercícios de simulação, feira de saúde entre outros, tendo como base a temática redução de desastres, e o foco nos casos práticos relacionados com a realidade cabo-verdiana.
De igual modo nos outros municípios um pouco por todo o país, está sendo realizadas atividades alusivos ao dia nomeadamente palestras e ações de sensibilização em matéria de proteção civil e medidas de autoproteção nas escolas e junto das comunidades locais.
Quase duas mil pessoas morreram no sismo seguido de tsunami nas Celebes, Indonésia, um número que deve aumentar à medida que que as autoridades tentam localizar milhares de desaparecidos.
"O número deve voltar a subir, uma vez que ainda não recebemos ordens para terminar as operações de busca", disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o porta-voz do exército local Muhammad Thohir.
Pelo menos 1.944 pessoas foram encontradas sem vida na cidade de Palu e arredores, devastados no passado dia 28 de setembro por um terramoto de magnitude 7,5 na escala de Richter, seguido de uma onda gigante.
As autoridades disseram acreditar que possam estar desaparecidas cerca de cinco mil pessoas, presas nos escombros. No entanto, admitiram que a esperança de resgatar corpos com vida é cada vez mais baixa.
O governo está a planear fazer mais valas comuns em duas localidades perto de Palu, Petobo e Balaroa, destruídas na catástrofe.
De acordo com a ONU, cerca de 200.000 pessoas precisam de assistência humanitária urgente, numa altura em que ainda há relatos de falta de comida e água potável.
Nas áreas mais remotas, onde a extensão dos danos ainda é desconhecida, chegaram finalmente os primeiros helicópteros com alimentos e equipamentos.
A Indonésia situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde, em cada ano, se registam cerca de sete mil sismos, a maioria dos quais moderados.