
As ilhas do grupo oriental e central do arquipélago dos Açores estiveram desde ontem 14 de janeiro em alerta laranja relativamente a chuva, vento e agitação marítima devido a aproximação do ciclone tropical Alex.
De acordo com o centro nacional dos furacões dos estados unidos da américa, esta é apenas a quarta vez desde 1851 que se forma um ciclone tropical no atlântico norte nesta época do ano.
O Alex é uma depressão cujos ventos podem atingir velocidades elevadas, que por norma pode vir acompanhada por precipitação podendo originar fenómenos extremos de chuva, de vento forte e de agitação marítima dando também possibilidade da ocorrência de fenómenos associados como movimentos de vertente e cheias (CVARG).
O instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), atualizou o aviso vermelho, (o mais grave numa escala de quatro) para os Açores, prevendo que as rajadas de vento possam atingir 170km/h e o mar tenha ondas de 18metros no grupo central do arquipélago.
No período da tarde a tempestade tropical intensificou e evoluiu para furacão de categoria 1. A previsão era então de um aumento de intensidade do vento e da agitação marítima em especial nas ilhas do grupo central.
Segundo Carlos Ramalho, da delegação regional dos Açores do IPMA os vários modelos meteorológicos preveem a mesma trajetória do sistema pelo que a previsão é de que o arquipélago seja atingido especialmente durante a madrugada de sexta-feira. Segundo o mesmo, as cinco horas da manha de quinta-feira, a tempestade estava a 905km a sul-sudoeste dos açores, com deslocamento a uma velocidade de 30km/l em direção norte-nordeste
De acordo com os meteorologistas norte Americanos, o furacão Alex é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de Janeiro em quase 80 anos (Lusa).
Com exceção dos serviços considerados urgentes e essenciais, nomeadamente hospitais, centros de saúde, serviços de proteção civil, assim como os demais considerados pelos respetivos diretores da tutela, o governo regional dos Açores recomendou o fecho dos serviços da administração regional das sete ilhas.
O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores emitiu um alerta e recomendou a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento, bem como a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes ou placards e outras estruturas montadas ou suspensas.
A Proteção Civil açoriana aconselha também a manter limpos os sistemas de drenagem e a consolidar telhados, portas e janelas, devendo a população ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas, não devendo praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar (Lusa).
Cidade da Praia, 15 de Janeiro de 2016
Zika Vírus
Cientistas do Brasil e Senegal reunidos em São Paulo Brasil anunciaram a criação de um grupo de trabalho, para estudar o vírus Zika que tem causado um surto de microcefalia.
Segundo os mesmos o principal objetivo é treinar os cientistas africanos através da participação numa rede de pesquisadores no estado de São Paulo no Brasil, para iniciarem de uma forma ativa no combate ao surto de Zika, que desde 2015 já causou cerca de 3174 casos suspeitos de bebés nascidos com microcefalia cujas mães foram infetados durante a gravidez segundo um boletim do ministério da saúde daquele país.
Para o coordenador da rede de pesquisadores, a ideia é organizar uma plataforma para investigar de uma forma conjunta o comportamento do vírus, nomeadamente se se trata de um vírus letal, o que provoca em mulheres não grávidas etc.
“Vamos investigar o nexo entre o Zika e a microcefalia. Se há um nexo e como se desenvolve e, além disso, vamos tratar de compreender melhor a biologia do vírus para desenvolvermos um vacina e tratamentos”, comentou um dos cientistas.
Afinal o que é Zika?
O Zika vírus é uma infeção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti o mesmo transmissor da dengue.
Os sintomas do Zika normalmente surgem 10 dias após a picada de mosquito, e é manifestada através de febre, dor nas articulações e músculos, manchas vermelhas na pele entre outros, e são inicialmente confundidos com os sintomas de uma gripe.
O Zika vírus não é contagioso, e por isso não passa de uma pessoa para outra. A única forma de contágio é ser picado pelo mosquito transmissor. No entanto, se um mosquito sã picar uma pessoa com o vírus, ele é contaminado e passa a ser um transmissor.
Para evitar esse vírus é necessário tomar medidas que impeçam a proliferação dos mosquitos Aedes aegypt. Essas medidas podem ser: Usar repelente; Evitar acumulo de água parada; Colocar arreia nos vasos das plantas; Colocar rede nas portas e janelas; e ter cuidado com o lixo. Com essas atitudes conseguimos minimizar o risco de contágio.
Fonte: Asemana online
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article115690&var_recherche=zika&ak=1

No dia 8 de Janeiro de 2015 verificou-se um trágico acidente marítima ao largo da ilha do Fogo - o afundamento do navio Vicente.
O navio afundou-se a quatro milhas do Porto de Vale dos Cavaleiros, com 26 pessoas a bordo, entre membros da tripulação e passageiros. Apesar dos esforços por parte as autoridades para resgatarem os ocupantes do navio, 15 pessoas acabaram por perder a vida no referido acidente. Este afundamento é considerado um dos mais trágicos verificados nos nossos mares, e no momento do seu registo, o Serviço Nacional de Protecção Civil encontrava-se na ilha do Fogo a dar resposta a uma erupção vulcânica que se encontrava em curso. De imediato inteirou-se da situação tomando as medidas necessárias para a operação de busca e resgate das vítimas.
Além de perda de vidas humanas acima referidas, também, verificou-se perdas de muitos bens materiais que se destinavam ao abastecimento dos mercados da ilha do Fogo, inclusive alguns donativos destinados aos deslocados da Chã das Caldeiras.
Um ano depois do acidente, as vítimas do naufrágio foram recordados com uma marcha silenciosa organizada pelos seus familiares e amigos.
Cidade da Praia, 8 de janeiro de 2016