
Vinte e nove pessoas morreram e 27 ficaram feridas, esta quarta-feira (17 de abril de 2019), na sequência de um acidente de autocarro no Caniço, Madeira.
O balanço inicial era de 28 vítimas mortais e 28 feridos mas foi atualizado, respetivamente para 29 e 27, depois de uma mulher ter sucumbido aos ferimentos, esta noite, nos cuidados intensivos do Hospital do Funchal. Das pessoas que morreram, todas estrangeiras, 11 eram homens e 18 eram mulheres. Nenhuma criança esteve envolvida no acidente.
A chanceler alemã, Angela Merkel, exprimiu, esta quinta-feira, "tristeza e choque" com o acidente que vitimou 29 conterrâneos e agradeceu o trabalho dos socorristas na Madeira.
Entre os 27 feridos, contam-se dois portugueses, que se encontram no bloco operatório da unidade hospitalar, e cuja identidade não foi revelada. Serão o guia e o condutor do autocarro acidentado.
Os primeiros feridos deram entrada no hospital cerca das 19 horas, tendo sido "de imediato disponibilizados meios para prestar apoio às vítimas e familiares", disse a porta-voz da Proteção Civil regional, em conferência de imprensa, cerca das 23.10 horas. De momento, ninguém vai ser transferido para outro hospital.
A responsável acrescentou que foi criada uma linha de esclarecimentos e apelou à população para se deslocar ao serviço de Urgência do Hospital do Funchal "apenas em situações urgentes ou emergentes".
A porta-voz adiantou que, tendo em conta o numero de vítimas mortais e o facto de estas serem estrangeiras, foram contactados os serviços de Medicina Legal, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e os consulados dos países de onde as vítimas eram provenientes. O Instituto Nacional de Medicina Legal enviou uma equipa de Lisboa para reforçar o gabinete do Funchal, que chegou à Madeira esta madrugada, estando já a trabalhar.
Entretanto, o Ministério Público abriu um inquérito ao acidente e o Governo regional da Madeira decretou luto de três dias.
O acidente ocorreu cerca das 18.30 horas na zona do Caniço, na curva junto ao entroncamento da Estrada da Ponta da Oliveira com a Rua Alberto Teixeira (antiga variante), avançou o "Diário de Notícias da Madeira".
Este acidente assemelha-se a outro ocorrido há 13 anos, que teve a lamentar várias vítimas decorrentes de um capotamento. A 23 de dezembro de 2005, um autocarro de turismo capotou, em São Vicente, provocando cinco mortos e três feridos graves, entre os quais um bebé de nove meses.
Pelo menos 10 pessoas morreram devido à tempestade que atingiu a cidade brasileira do Rio de Janeiro entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, avançou a imprensa brasileira.
Sete das vítimas estavam na zona sul, sendo que três pessoas foram encontradas mortas dentro de um táxi em Botafogo, outras três perderam a vida no morro da Babilónia, no bairro Leme, e uma outra vítima mortal foi encontrada na zona da Gávea.
Na zona oeste da cidade do Rio de janeiro morreram três pessoas, duas em Santa Cruz e outra no Jardim Maravilha, de acordo com o portal de notícias G1.
De acordo com dados da plataforma "Alerta Rio", da prefeitura do Rio de Janeiro, o volume de chuva acumulado em apenas quatro horas na noite de segunda-feira foi 70% superior ao esperado para todo o mês de abril em alguns locais.
O município mantém-se em estado de crise - o mais alto numa escala de três - desde as 20:55 de segunda-feira (hora local).
Dezenas de carros foram arrastados e o pavimento de calçadas foi arrancado pela força da água em algumas zonas da cidade. Há ainda registo de queda de árvores e um troço de uma ciclovia cedeu.
O prefeito da cidade, Marcelo Crivella, cancelou as aulas nas escolas e universidades municipais e também pediu aos "cariocas" que evitem sair de casa.
Durante uma conferência de imprensa em que fez um balanço da situação, o prefeito disse não ter orçamento para lidar com a prevenção de emergências, como a chuva intensa que caiu no Rio de Janeiro.
"Temos milhares de famílias que vivem em áreas de risco, temos 750 mil buracos de esgoto que precisam de ser limpos constantemente, mas os recursos para isso são pequenos. Dependemos de parcerias com o Governo federal", afirmou Marcelo Crivella.
A zona sul, onde estão localizados os distritos turísticos de Ipanema e Copacabana, foi uma das mais afetadas, bem como a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e outros bairros localizados a oeste da cidade.
O Sistema "Alerta Rio" informou que na noite de terça-feira a chuva começa, gradualmente, a perder intensidade, passando de moderada a fraca.
A população afetada pelo ciclone Idai em Moçambique subiu para 794.000, anunciaram hoje (25 de março de 2019) as autoridades, que contabilizam 447 mortos.
Em relação a domingo, o resumo de informação distribuída pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) acrescenta uma vítima mortal aos dados divulgados e aumenta em 50% o número de pessoas atingidas.
Esta população afetada não significa que esteja "em risco de vida".
"São pessoas que perderam as casas" ou que estão "em zonas isoladas e que precisam de assistência", explicou no domingo o ministro da Terra e Ambiente, Celso Correia.
Por seu lado, o número de salvamentos faz com que os centros de acolhimento continuem a encher e registem já 128.941 entradas (mais 18% que no domingo), das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis - por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.
O número de pessoas afetadas pelo ciclone Idai no centro de Moçambique ultrapassou as 800.000 no registo das autoridades, segundo uma atualização que mantém o número de mortes em 468.
O total de população afetada é agora de 803.984 pessoas, segundo informação distribuída pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
O número de pessoas salvas subiu de 127.626, registado na terça-feira, para 135.827.
Há 135.827 pessoas em 161 centros de acolhimento, mais sete centros que na terça-feira e mais 8.201 utentes.
Ainda segundo a atualização de hoje (27 de março de 2019), os abrigos e bens não alimentares chegam a 28.146 famílias, um aumento de cerca de 3.700 famílias beneficiadas.
Entretanto foram confirmados alguns casos de cólera e o governo Moçambicano alerta para o agravamento do surto.
O governo Moçambicano confirmou esta quarta-feira (27) um surto de cólera na Beira, uma das regiões mais afetadas pela passagem do ciclone Idai, adianta a Reuters. As autoridades de saúde revelaram que estão confirmados cinco casos de cólera.
O ciclone Idai fez, pelo menos, 217 mortos, segundo os últimos dados das autoridades moçambicanas. Há cerca de 15 mil pessoas à espera de serem resgatadas
O número de mortos subiu para 217 e são cerca de 15 mil as pessoas que aguardam pelo resgate. Os números da passagem devastadora do ciclone Idai por Moçambique avançados esta quinta-feira por Celso Correia, ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural. Mas tudo indica que os números desta tragédia possam ser ainda mais dramáticos. O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou que os mortos possam ser mais de mil.
"A nossa grande luta é contra o tempo", reconheceu o governante, citado pela Reuters. A prioridade é agora entregar bens alimentares às populações afetadas enquanto decorrem as operações de resgate. Em conferência de imprensa, Celso Correia revelou que até ao momento foram resgatadas cerca de três mil pessoas, após a passagem do ciclone Idai que atingiu a cidade costeira da Beira na semana passada com rajadas de vento a chegarem aos 170 quilómetros por hora. Além de Moçambique, a tempestade atingiu também o Zimbabwe, onde morreram 98 pessoas, e o Malawi, onde se registaram 56 vítimas mortais.